Formações

Os Anjos – Parte 4 – Principados, Arcanjos, Anjos de Guarda

Primeira hierarquia

Como já havíamos visto anteriormente na primeira hierarquia estão os anjos que executam a ação dada como ordem por Deus. Há porém uma distinção entre os coros que estão dentro desta hierarquia.

Os Principados

Segundo Dionísio, os Principados tem o personificam o poder e a força e tem por ofício o governo dos reinos e dos povos. Estão sob suas ordens todos os espíritos de hierarquia inferior e todos lhe obedecem no tocante ao seu ministério.

Eles fazem o papel de generais dos exércitos do Rei do universo. Dionísio afirma que cada povo, cada comunidade, cada igreja tem um vigilante, um guarda que é seu protetor, seu amparo e sua defesa e este é um Principado. Interessante notar que aos pastorinhos de Fátima lhes aparece um anjo que não se identifica como um Principado, porém se identifica como o anjo de Portugal.

Estes santos anjos lutam contra as legiões infernais que tentam desviar o povo do caminho da salvação. Segundo São Gregório a eles, também cabe a tarefa, de agir como instrumentos de Deus na realização dos milagres.

Eles adoram a Jesus no Santíssimo Sacramento da Eucaristia e seria portanto importante lembrarmos de sempre saudar e lhe dirigir nossas orações no momento que estão fazendo adoração.

Os Arcanjos

Os Arcanjos, embora fazendo parte da primeira hierarquia dos anjos, pode-se afirmar que estão em categoria superior aos anjos. A eles Deus confia missões extraordinárias como comunicar os mistérios da fé e revelações acima da compreensão da razão humana. Veja exemplos:

·        O Arcanjo Gabriel foi quem anunciou a Daniel a vinda do Messias e assinala com precisão o tempo que faltava para tão extraordinário evento. (Dn 10, 13; 12, 1)

·        O Arcanjo Rafael acompanhou Tobias e curou seu pai como está narrado no capítulo 3.

·        O Arcanjo São Gabriel foi quem anunciou a Virgem Maria que ela seria a mãe do Salvador.

·        O Arcanjo Miguel foi quem a narrativa nos conta que precipitou Lúcifer ao inferno junto com seus demônios. (Apo. 12, 7-9)

Em Clemente de Alexandria, Irineu e Dionísio Areopagita encontra-se a ideia de que os Arcanjos são em número de sete. O número de sete arcanjos foi aceita baseado no Livro de Tobias e Apocalipse. Os sete arcanjos forma venerados no Oriente e no Ocidente à partir da Idade Média. Em Roma, uma parte das Termas do Imperador Diocleciano foi transformada, por obra de Miguel Ângelo, em uma igreja dedicada a “Virgem Santa e aos sete príncipes dos Anjos” e é conhecida como a Igreja de Santa Maria dos Anjos.

A partir de São Gregório Magno os três Arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel passaram a ser honrados pela Teologia e mais tarde pela Liturgia.

·        São Miguel: é representado como um guerreiro subjugando Satanás e seu nome significa “Quem como Deus”. A lança em sua mão simboliza a força de Deus com a qual derrota o Demônio; o escudo representa a humildade que é oposta as insídias infernais; a espada de dois gumes é símbolo da Palavra de Deus, a qual dissipa a mentira e a ilusão que Satanás em sua soberba se serve, para impedir a ação da graça para enganar e perder as almas. Alguns teólogos chegam a afirmar que São Miguel seria como que o anjo da guarda de Jesus, da Sagrada Eucaristia e do Santo Sacrifício da Missa.

·        São Gabriel: é o mensageiro do Espírito Santo e seu nome significa “Força de Deus”. É visto também como anjo da guarda da Virgem Maria Mãe de Deus, e devemos invoca-lo para que aumente em nós o amor a Virgem Santíssima. Este arcanjo é responsável de comunicar a mensagem de Deus. O próprio anjo diz sobre si mesmo: “Eu sou Gabriel, e estou sempre na presença de Deus. Eu fui enviado para falar contigo e anunciar-te esta boa nova” (Lc 1,19). Creia nisso! Se você pedir, ele virá e comunicará o que Deus quer de você, pois é desejo do Senhor transmitir Seus planos a nós: “O Senhor não faz coisa alguma sem revelar seus planos aos profetas, seus servos” (Am 3,7).

·        São Rafael: é representado por um jovem em traje de viagem segurando um cajado e seu nome significa “Deus Cura”. A vestimenta de viajante simboliza que São Rafael está sempre disposto a viajar em nosso auxílio e o cajado lembra um cetro, que significa poder, o apoio e a segurança com que o arcanjo assiste a todos quantos recorrem ao seu auxílio em suas necessidades.

Os Anjos:

São esses os espíritos bem-aventurados que como os outros forma criados para a glória e o serviço de Deus. Deles, Deus se serve como de emissários ou mensageiros e de guardiões de cada criatura humana. Cada um de nós recebemos da infinita bondade de Deus um anjo da guarda que nos protegerá das insídias do demônio e até mesmo dos perigos para nosso corpo.

Essa assistência contínua, inicia-se nos primeiros instantes da existência do homem e prossegue sem interrupção até sua entrada no céu, para depois, por toda eternidade, traduzir-se em uma maravilhosa e perene ação de Graças a Santíssima Trindade pelo triunfo alcançado pela posse da Glória.

São Basílio ensina que “cada fiel é custodiado por um Anjo que o vela como mestre, protetor e pastor para conduzi-lo à vida”. E diz o Catecismo que “desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção e por sua intercessão”.

Os homens dispõem individualmente, portanto, de um príncipe da corte celeste que nunca os abandona, por mais que sejam culpados ou passem por terríveis situações. Ele é um fiel guardião pronto a incliná-los ao bem ou comunicar-lhes a vontade divina. Porém, é respeitoso e quer nossa colaboração e atenção às suas inspirações.

Incumbido por Maria Santíssima, Rainha dos Anjos, de nos cuidar, arde em desejo de nos fazer o bem, mas muitas vezes não lhe é permitido por Deus tomar a iniciativa. Com frequência fica ele, por assim dizer, aguardando “de braços cruzados” que o invoquemos, para nos vir auxiliar.

Estejamos, pois, atentos à sua presença e inspirações, e invoquemo-lo a todo momento dizendo, por exemplo, a conhecida oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”.

Que estas considerações nos ajudem a crescer na devoção aos Santos Anjos da Guarda, nossos valorosos intercessores celestes e verdadeiros amigos, e estejamos convictos de que, em qualquer necessidade ou tribulação, ali estão eles para nos defender e conduzir ao termo final de nossa missão nesta vida: a bem-aventurança eterna.

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